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Carregadores de veículos elétricos em condomínios: novas regras em 2026




O crescimento dos veículos elétricos no Brasil está transformando o cotidiano dos condomínios. Com mais moradores interessados em instalar carregadores de veículos elétricos em condomínios, surgem dúvidas importantes: quais são os reais riscos, o que a lei exige, quem deve aprovar e o que muda com as novas normas previstas para 2026.

Este artigo traz um panorama atualizado — com base em dados recentes, eventos técnicos e discussões legislativas — para orientar síndicos, administradoras e moradores.

📈 A nova realidade dos condomínios

A venda de veículos elétricos no Brasil disparou nos últimos anos. A consequência direta disso é a crescente demanda por carregadores de veículos elétricos em condomínios residenciais e comerciais.

A questão vai muito além de “instalar uma tomada”: envolve infraestrutura elétrica adequada, normas técnicas, deliberação em assembleia, responsabilidade civil e agora, com as novas diretrizes em andamento, atenção a exigências de segurança mais rígidas.

🔬 Segurança e riscos dos carregadores de veículos elétricos em condomínios

Um dos principais questionamentos é: os carros elétricos oferecem mais riscos de incêndio nas garagens?

Segundo estudo apresentado pela SECOVI-SP, a probabilidade de incêndio em um veículo elétrico é de 10 a 60 vezes menor do que em veículos a combustão. Isso desconstrói o mito de que a presença de baterias de lítio representa perigo automático em ambientes fechados.

Contudo, isso não elimina a necessidade de segurança técnica. A instalação exige projetos bem executados, equipamentos corretos, manutenção e acompanhamento constante — sobretudo em prédios antigos que nunca previram esse tipo de uso.

🏛️ O que muda com as novas regras previstas para 2026

Durante o evento do SECOVI-SP, realizado em 24 de novembro de 2025, especialistas reforçaram que há uma movimentação para mudanças importantes nas normas em 2026. Entre os destaques:

  • Exigências específicas por parte dos Corpos de Bombeiros, principalmente em garagens fechadas;
  • Possível obrigatoriedade de sprinklers, ventilação forçada, botão de emergência e sinalização especial em áreas com recarga elétrica;
  • Normas técnicas mais detalhadas sobre medição de energia, controle de uso, sistemas de desligamento automático e padronização dos carregadores.

Essas mudanças visam garantir mais segurança, padronização e previsibilidade na instalação e uso dos carregadores.

🛠️ Como os condomínios devem se preparar para instalar carregadores de veículos elétricos

Para síndicos e administradoras, é fundamental adotar uma postura preventiva e estruturada:

  1. Análise da infraestrutura atual: é essencial verificar se a rede elétrica suporta o aumento de carga, especialmente em prédios antigos.
  2. Estudo técnico com engenheiro eletricista: que elabore o projeto de instalação de acordo com a ABNT NBR 5410, NBR 17019 e IEC 61851‑1.
  3. Assembleia condominial: a instalação deve ser deliberada coletivamente, mesmo quando o condômino se propõe a arcar com todos os custos.
  4. Criação de regras internas claras: sobre uso, horários, compartilhamento, cobrança de consumo e manutenção dos equipamentos.
  5. Revisão contratual com seguradora: comunicando formalmente a existência da instalação e atualizando o escopo do seguro predial

📢 Carregadores de veículos elétricos devem ser valorizados — com planejamento

A instalação de carregadores de veículos elétricos em condomínios pode valorizar os imóveis, atrair novos moradores e adequar o condomínio ao futuro da mobilidade urbana.

Contudo, é preciso planejamento técnico, decisão coletiva e adequação às normas. Síndicos que se antecipam, promovem o diálogo e contratam profissionais habilitados têm mais segurança jurídica e evitam conflitos entre os moradores.

✅ Conclusão

A modernização nos condomínios é inevitável — e a chegada dos veículos elétricos reforça essa tendência. Com normas mais exigentes previstas para 2026, é essencial que os condomínios se adaptem desde já, de forma segura, coletiva e legal.

Instalar carregadores de veículos elétricos em condomínios não é só uma questão de vontade individual. É uma decisão que exige responsabilidade técnica, legal e social.

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